domingo, 2 de setembro de 2007

Eu, Computador

Estou fora de mim
Mas estou lúcido, não louco
Estou como muitos outros
Conectado a cabos sem fim

Paciente, estou aqui
A máquina e eu somos um
Mas não estou no C.T.I.
Estou sim na C.P.U.

Ao meu redor periféricos
A visão periférica percebe
À minha frente um mundo
Que a periferia desconhece

Aqui onde o espaço é uma tecla
O tempo é bastante obscuro
Veloz é a pintura em tela
Mas horas se passam em segundos

Aqui posso ser qualquer um
E eventualmente sou muitos
Aqui navegando sem barco
Viajo através do mundo

Aqui virtualmente digo adeus
A uma realidade de dor
Pois anestesiado não sou mais eu
Sou agora eu, computador

Ass.: Márcio Beckman.

5 comentários:

Leonor disse...

ola marcio
gostei que me tivesses visitado. foste honesto em te teres revelado na tua intençao.
escreves. és um "blog" interessante.
beijinhos

António Melenas disse...

Olá, Amigo
Pois é, tanto tempo se passa mergulhado no computador que ás vezes já não se sabe quem é quem.
Boa imaginação!
Um abraço

Poeta da Lua disse...

e continuas fora de si?

um abraço e
até...

Claudia Fernandes disse...

Cara, sei exatamente o q seu personagem sente.. :o)
Vivo nessa trip ainda...
Mas estou em processo de cura.
Poema bem reflexivo.
Bjo.

Um Momento disse...

Hum...
Agora acabo por concordar com o Amigo António
Horas passadas aqui... e quem é quem??
Bom... hoje eu vim ate aqui pois o tempo tem sido escasso... e as visitas... ai ai...
Mas... me deliciei:)))))))
Escreves-te muitissimo benzissimo e ...
Parabéns , sinceramente gostei mesmo muito
Um beijo de Bom dia sorridente:)))
(*)