
Trabalha, trabalha o homem-máquina
Num movimento ritmado e incessante
Sem descanso em uma rotina inalterada
Produzindo cem mil peças num instante
Escravizado por uma visão mecanicista
Tornado igual ao mundo: frio e insensível
Produz com uma fôrma, não de forma criativa
Consumindo todo o estoque de matéria primitiva
Seguindo um fluxograma de auto-programação
Aperfeiçoava-se o sistema com constante manutenção
Houve então uma corrosão pela alta eficiência
Ocasionando no homem-máquina um estalo de consciência
E o despertar seguiu-se bruscamente
Daquela realidade ele se tornou ciente
Vislumbrando seus iguais foi inútil acordá-los
Pois naquela realidade permaneciam mergulhados
Então vagou pelo mundo à procura de um sentido
Encontrou desolação, mas também um bom amigo
O engenheiro a seu pedido acabou com o sofrimento
O pôs de volta em seu sono trabalhando sem tormento
E voltou à sua rotina inalterada de homem-máquina
Produzindo, sem descanso, cem mil peças num instante
Trabalhando, trabalhando num movimento ritmado
Num movimento ritmado e incessante
Sem descanso em uma rotina inalterada
Produzindo cem mil peças num instante
Escravizado por uma visão mecanicista
Tornado igual ao mundo: frio e insensível
Produz com uma fôrma, não de forma criativa
Consumindo todo o estoque de matéria primitiva
Seguindo um fluxograma de auto-programação
Aperfeiçoava-se o sistema com constante manutenção
Houve então uma corrosão pela alta eficiência
Ocasionando no homem-máquina um estalo de consciência
E o despertar seguiu-se bruscamente
Daquela realidade ele se tornou ciente
Vislumbrando seus iguais foi inútil acordá-los
Pois naquela realidade permaneciam mergulhados
Então vagou pelo mundo à procura de um sentido
Encontrou desolação, mas também um bom amigo
O engenheiro a seu pedido acabou com o sofrimento
O pôs de volta em seu sono trabalhando sem tormento
E voltou à sua rotina inalterada de homem-máquina
Produzindo, sem descanso, cem mil peças num instante
Trabalhando, trabalhando num movimento ritmado
Só que agora reciclando todo o lixo incessante
Ass.: Márcio Beckman.