terça-feira, 8 de setembro de 2009

Passagem

As portas estão fechadas
As portas ao mundo dos sonhos
Pois meus pesadelos medonhos
Aqui vivencio acordado

À noite, me encontro trancado
Batendo do lado de fora
Procuro as chaves das portas
Que agora me impedem a entrada

No escuro esforço-me um pouco
Voltando pros meus próprios bolsos
Reflito sobre minhas escolhas
Revejo milhares de coisas
Mas nenhuma cria a abertura
Pois são pensamentos fechados
De um triste ser enclausurado
Em busca de suas verdades
_
Caio, então, na humildade
E desfaleço cansado
Deixo-me pelo destino ser guiado
Uma porta agora se abre
_
Márcio B. S.

6 comentários:

Tangerine disse...

Abrir as portas só depende da gente... fiquei pensando nisso depois de ler o teu poema.
Não sei por quê, ele me lembrou muito um do Arnaldo Antunes que eu adoro. Chama "Os buracos do espelho" e tá aqui, ó: http://www.arnaldoantunes.com.br/sec_textos_list.php

Aninha disse...

Ahhh! Depois fala que estou triste, né mocinho? Estou mesmo e á quando consigo escrever mais, embora sejam coisa ruins rs Mas, como sempre, está uma beleza teu poema e te dou os parabéns!
Carinho,
Aninha

Sentilavras disse...

Bem bacana! Humildade soluciona muita coisa.

Gabriel disse...

Eu acho que não poderemos encontrar a paz na emancipação. Nossos demônios, medos e angústias, todos trancados e escondidos em algum lugar - ou seremos nós que estaremos trancados e escondidos deles?

O caminho da liberdade não é de pouca dor, mas não conheço nenhum outro atalho para encontrar os sonhos e as realizações.

Vamos adiante. Hoje dói, mas há de melhorar.

Abs!

Rafaela disse...

As vezes a solução é deixar as coisas seguirem naturalmente.

Sentilavras disse...

tá sumido, vc!