quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Música: Rajja e Cabong - Sai da Minha Veia




















Garota você não se toca
sai da minha cola
cê já fez besteira
Vê se dá o fora
Eu não quero mais idéia
você mente muito
ia fazer onze mezes
que a gente tava junto
Se eu soubesse que tu era
de amor aberto
Sai com todo mundo
nem chegava perto
Te chamei de namorada
naquela formatura
Sou motivo de risada
Lá na minha rua

Tu ainda vem com essa
dizendo que me ama
Que nasceu pra mim
Que o nosso amor se inflama
Para de ser louca, nao viaja, desencana
Esse teu xaveco prego é pralevar mais um pra cama

Sai da minha vida
Sai da minha veia
Tô com um galho nacabeça
cê me fez de besta
Sai da minha vida
Sai da minha veia
Se você quer outra chance
Pede aos teus amantes

Garota, você me arruinou
Você me detonou
O que você fez comigo
não se faz com bicho
Quando vou pra escola
fico que nem mudo
Escutando piadinha
Lá vai o galhudo
Se minha moral ta baixa
a tua já sumiu
Tem garota na sua cola
cê tá por um fio
Quem mandou mexer com cara
que tem namorada
Elas arrumaram gangue
pra te dar porrada
Acho que caiu a ficha
já posso entender
você deve estar pensando
que eu vá te proteger
Posso ser galhudo mas não sou nenhum psico
Muito menos idiota para apanhar contigo

Furta-cor


Globos em órbitas ocas
Que dizem tudo e nada dizem
Como insana poesia louca
De um poeta que se deprime

São olhos que transmitem ódio
Amor, loucura e melancolia
Como uma tela de um pintor psicótico
Expressa uma estranha agonia

Dois buracos esquisitos
Que parecem sugar tudo
Tão vivos, misteriosos e confusos
Engolem o mundo como dois redemoinhos

Pupilas que se dilatam e se comprimem
Nos mostram as mentiras que todos dizem
Ou o mal venenoso que se consome
Que o vermelho doente não lhe esconde

A morte dança sob as pálpebras
À noite quando o sono nos envolve
A vida pelas pupilas escapa
Dando voltas por onde bem escolhe

Nossos olhos são assim:
De muitas cores e formas
Buracos escuros sem fim
Que a nossa visão deforma

Ass.: Márcio Beckman.