quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Fascínio




A morte me chama
Conhece o meu nome
A morte me ronda
Me olha de longe

A morte me atrai
Sigo seus passos
Meu sangue se esvai
Continuo no encalço

Seguindo suas trilhas
Percorro o caminho
Ouvindo o chamado
Na noite me guio

Mas quando a vejo
E seu rosto encaro
Perco logo a coragem
Fugindo assustado

Então choro em seguida
Cicatrizo a ferida
E agradeço pela vida

Ass.: Márcio Beckman

domingo, 2 de setembro de 2007

Eu, Computador

Estou fora de mim
Mas estou lúcido, não louco
Estou como muitos outros
Conectado a cabos sem fim

Paciente, estou aqui
A máquina e eu somos um
Mas não estou no C.T.I.
Estou sim na C.P.U.

Ao meu redor periféricos
A visão periférica percebe
À minha frente um mundo
Que a periferia desconhece

Aqui onde o espaço é uma tecla
O tempo é bastante obscuro
Veloz é a pintura em tela
Mas horas se passam em segundos

Aqui posso ser qualquer um
E eventualmente sou muitos
Aqui navegando sem barco
Viajo através do mundo

Aqui virtualmente digo adeus
A uma realidade de dor
Pois anestesiado não sou mais eu
Sou agora eu, computador

Ass.: Márcio Beckman.